[thg_db_photographer]: Câmara Municipal Alpiarça,  © Câmara Municipal Alpiarça[thg_db_photographer]: Câmara Municipal Alpiarça,  © Câmara Municipal Alpiarça


Designação do objecto:

Retrato de Domenico Scarlatti

Localização:

Alpiarça, Santarém, Portugal

Museu titular:

Casa dos Patudos, Museu de Alpiarça

Data:

Cerca de 1738–1739

Tipologia do objecto:

Retrato

Artista(s):

Domingo António de Velasco (at.)

Periodo de actividade:

Meados do século XVIII

Número inventário do Museu titular:

CP 84.413

Material / Técnica:

Óleo sobre tela.

Local de produção:

Espanha.

Dimensões:

Altura: 131,1 cm; largura: 109,5 cm

Atelier / Movimento:

Atelier de Domingo António de Velasco.

Proveniência:

Comprado por José Relvas a Mariano Hernandez, em Madrid, 1913, e legado ao Município de Alpiarça.

Descrição:

Após ter estado ao serviço da rainha Maria Casimira da Polónia e de se tornar responsável pela Capela Giulia do Vaticano, Domenico Scarlatti (1685–1757) foi contratado, em 1714, como maestro de capela pelo Marquês de Fontes, embaixador de D. João V junto do Papa Clemente XI. Foi nessa qualidade que, em Roma, o infante D. António pôde apreciar o seu trabalho e, regressado a Lisboa, recomendou o mestre a seu irmão, D. João V. Este, por ter conseguido do Papa a nomeação do arcebispo de Lisboa a patriarca, bem como a elevação da Capela Real a Capela Patriarcal (1717), contratou, cerca de 1720, Scarlatti como mestre de música dos infantes D. Maria Bárbara e D. José e para dirigir a orquestra e o excelente coro do Seminário da Patriarcal. O mestre napolitano renovou o panorama musical português, introduziu o gosto das óperas ao estilo italiano e os cânones artísticos e musicais, então em voga na Europa, não só junto da corte, sob a influência da rainha D. Mariana de Áustria, mas também do grande público.
Em 1729, Domenico Scarlatti acompanhou a infanta D. Maria Bárbara até Madrid, quando esta se casou com futuro Fernando VI de Espanha, filho de Filipe V. Aí permaneceu como mestre de música da rainha, até à sua morte, em 1757, beneficiando da protecção financeira de D. João V, que lhe permitiu viver confortavelmente com a família, dar vazão à sua criatividade e projectar-se no âmbito da música europeia.
Os pintores de retratos eram muito solicitados no século XVIII, como é o caso do francês Louis-Michel Van Loo, pintor na corte de Filipe V de Espanha, entre 1738 e 1752, ou de Jean Ranc (1674–1735), que também pintou a família real portuguesa, na esteira de H. Rigaud.
Neste retrato, executado cerca de 1739, Domingos António Velasco segue o modelo de Van Loo, representando Domenico Scarlatti na sua condição de maestro, tendo por fundo um pomposo cortinado, o corpo virado para a direita, a mão sobre uma caixa de madeira e a luz incidindo na face e nas mãos. Enverga um traje de corte amarelo dourado e azul-cinza, ornamentado com a insígnia da prestigiada Ordem de Santiago que lhe tinha sido concedida um ano antes por D. João V, grão-mestre da Ordem.

View Short Description

Titular actual:

Casa dos Patudos, Museu de Alpiarça

Titular original:

Colecção José Relvas

Como foram estabelecidas datação e origem:

Análise estilística e iconográfica.

Historial da aquisição pelo Museu:

Em 1913, o quadro foi comprado em Madrid por José Relvas a Mariano Hernandez e deixado em testamento, bem como toda a colecção da sua Casa dos Patudos, ao Município de Alpiarça, com a condição de aí ser criado um museu.

Bibliografia seleccionada:

Monterrose Teixeira, J. de, O Triunfo do Barroco, Centro Cultural de Belém, Lisboa, 1993, Nº. II, 22.

Citation:

Cristina Correia "Retrato de Domenico Scarlatti" in Discover Baroque Art , Museum With No Frontiers, 2018. http://www.museumwnf.org/thematicgallery/thg_galleries/database_item.php?itemId=objects;BAR;pt;Mus11_A;8;pt&id=theatre

Autoria da ficha: Cristina CorreiaCristina Correia

APELIDO: Correia
NOME PRÓPRIO: Cristina

ORGANISMO: Escola Secundária Eça de Queirós, Lisboa

CARGO/ FUNÇÃO: Professora de História do Ensino Secundário, Coordenadora do MWNF em Portugal

CV:
Cristina Correia, licenciada em História em 1978, com pré-especialização em História de Arte. É desde 1985 Professora do quadro da Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa, onde lecciona História e Língua e Cultura Portuguesas para Estrangeiros. Entre 1987 e 1998, desempenhou funções nas áreas da Prevenção Primária, das Relações Internacionais do Instituto da Juventude e da Coordenação da Acção Cultural do Instituto Camões. É Vice-Presidente do Museu Sem Fronteiras desde 1998 e Coordenadora do MWNF em Portugal.

Número interno MWNF: PT 11